22 de jun. de 2026

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Conhecimento

Desatenção, impulsividade e agitação: entendendo melhor o TDAH

Quando se fala em TDAH, muitas pessoas pensam apenas em dificuldade de prestar atenção. No entanto, essa condição envolve muito mais do que distrações ocasionais.

O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é uma condição do neurodesenvolvimento reconhecida cientificamente e descrita no DSM-5-TR (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais). Seus principais sinais estão relacionados à desatenção, à hiperatividade e à impulsividade, podendo impactar diferentes áreas da vida.

Os sintomas geralmente se manifestam na infância, antes dos 12 anos de idade, e podem persistir na adolescência e na vida adulta.

Como o TDAH pode se manifestar?

Embora cada pessoa apresente características próprias, alguns sinais são frequentemente observados:

• dificuldade para manter a atenção em tarefas ou atividades;

• distração frequente;

• esquecimento de compromissos, objetos ou informações importantes;

• inquietação ou sensação constante de estar “a mil”;

• dificuldade para esperar a vez ou controlar impulsos;

• dificuldades relacionadas à organização, ao planejamento e ao gerenciamento do tempo.

É importante lembrar que apresentar alguns desses comportamentos ocasionalmente não significa, necessariamente, ter TDAH. O diagnóstico depende de uma avaliação cuidadosa realizada por profissionais habilitados.

O que o TDAH não é

Ainda existem muitos equívocos sobre o transtorno.

O TDAH não é resultado de preguiça, falta de esforço, desinteresse ou má educação. Trata-se de uma condição do neurodesenvolvimento que pode influenciar funções relacionadas à atenção, ao planejamento, à organização e ao controle dos impulsos.

Por isso, julgamentos simplistas costumam aumentar o sofrimento de quem convive com essas dificuldades, além de dificultar o acesso ao cuidado adequado.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico é clínico e deve ser realizado por profissionais qualificados, considerando o histórico da pessoa, a presença dos sintomas em diferentes contextos e o impacto deles no funcionamento diário.

Quando necessário, o tratamento pode envolver a atuação conjunta de profissionais da Psicologia, Psiquiatria, educadores e familiares.

A psicoterapia pode auxiliar no desenvolvimento de estratégias para lidar com os desafios do cotidiano, favorecendo a organização, a regulação emocional e a construção de habilidades adaptativas. O acompanhamento médico, por sua vez, pode avaliar a necessidade de outras intervenções, incluindo o uso de medicação quando indicado.

Um olhar mais cuidadoso

Buscar informações confiáveis sobre o TDAH é uma forma de reduzir preconceitos e ampliar a compreensão sobre a condição.

Se você se identifica com alguns desses sinais ou tem dúvidas sobre o tema, evite o autodiagnóstico. Uma avaliação profissional é o caminho mais seguro para compreender o que está acontecendo e identificar as formas de cuidado mais adequadas para cada caso.