30 de jan. de 2026

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Conhecimento

TEA: mais do que diagnóstico, conceito em construção.

História, ciência e cuidado na compreensão do TEA.

Como surgiu o conceito de TEA?

Nos anos 1940, Leo Kanner e Hans Asperger descreveram, de forma independente, crianças com padrões próprios de comunicação, interação social e comportamento.

Essas descrições marcaram o início da compreensão do autismo como uma condição do neurodesenvolvimento, distinta de transtornos psicóticos.

Historicamente, o autismo era associado apenas a quadros mais graves, e muitos indivíduos com manifestações mais sutis passavam despercebidos.


Atualmente:

O Transtorno do Espectro Autista é compreendido como um espectro, reconhecendo a grande diversidade de apresentações, níveis de suporte e trajetórias de desenvolvimento.

Essa mudança de conceito reflete um avanço científico importante: não se trata de uma condição única ou linear, mas de diferentes formas de funcionamento neurológico.

O termo espectro amplia o olhar clínico e reduz interpretações simplistas ou estigmatizantes.


Como a ciência define o TEA hoje?

De acordo com os manuais diagnósticos atuais, como o DSM-5-TR, o TEA é classificado como um transtorno do neurodesenvolvimento, com base em critérios comportamentais observáveis.

As evidências científicas apontam para uma condição de origem multifatorial, envolvendo fatores genéticos e ambientais, sem uma causa única.


Quais os efeitos comuns no paciente?

Afeta a forma como a pessoa se comunica, interage socialmente e percebe o ambiente ao seu redor. O TEA se manifesta desde a infância e acompanha o indivíduo ao longo da vida. Importante destacar que o TEA não é causado pela forma como a criança é criada.

No entanto, o ambiente familiar, social e educacional pode influenciar positivamente o desenvolvimento e a qualidade de vida da pessoa com TEA.



Compreender o que é o TEA e sua construção histórica ajuda a evitar rótulos e desinformação. Diante de dúvidas, busque profissionais especializados.

A terapia, quando indicada, pode oferecer suporte à criança e à família, respeitando a singularidade de cada caso.

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