TEA: mais do que diagnóstico, conceito em construção.
História, ciência e cuidado na compreensão do TEA.
Como surgiu o conceito de TEA?
Nos anos 1940, Leo Kanner e Hans Asperger descreveram, de forma independente, crianças com padrões próprios de comunicação, interação social e comportamento.
Essas descrições marcaram o início da compreensão do autismo como uma condição do neurodesenvolvimento, distinta de transtornos psicóticos.
Historicamente, o autismo era associado apenas a quadros mais graves, e muitos indivíduos com manifestações mais sutis passavam despercebidos.
Atualmente:
O Transtorno do Espectro Autista é compreendido como um espectro, reconhecendo a grande diversidade de apresentações, níveis de suporte e trajetórias de desenvolvimento.
Essa mudança de conceito reflete um avanço científico importante: não se trata de uma condição única ou linear, mas de diferentes formas de funcionamento neurológico.
O termo espectro amplia o olhar clínico e reduz interpretações simplistas ou estigmatizantes.
Como a ciência define o TEA hoje?
De acordo com os manuais diagnósticos atuais, como o DSM-5-TR, o TEA é classificado como um transtorno do neurodesenvolvimento, com base em critérios comportamentais observáveis.
As evidências científicas apontam para uma condição de origem multifatorial, envolvendo fatores genéticos e ambientais, sem uma causa única.
Quais os efeitos comuns no paciente?
Afeta a forma como a pessoa se comunica, interage socialmente e percebe o ambiente ao seu redor. O TEA se manifesta desde a infância e acompanha o indivíduo ao longo da vida. Importante destacar que o TEA não é causado pela forma como a criança é criada.
No entanto, o ambiente familiar, social e educacional pode influenciar positivamente o desenvolvimento e a qualidade de vida da pessoa com TEA.
Compreender o que é o TEA e sua construção histórica ajuda a evitar rótulos e desinformação. Diante de dúvidas, busque profissionais especializados.
A terapia, quando indicada, pode oferecer suporte à criança e à família, respeitando a singularidade de cada caso.
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